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MSCMTR Guest Mix #10, por CHAINLESS

Depois de um hiatus relativamente longo, ressuscitamos a rubrica e voltamos mais uma vez a apresentar uma nova guest-mix.

Para a 10ª. edição decidimos convidar um produtor que nos tem vindo a suscitar bastante interesse nos últimos tempos: CHAINLESS. Aproveitamos e estivemos também à conversa com ele. Deliciem-se com o excelente set criado especialmente para nós e para vocês.

MSCMTR: Antes de mais, quem é CHAINLESS?

CHAINLESS é na sua essência, música, o resto é nevoeiro que alimenta a imaginação de cada um. Acho que as coisas, sobretudo a música se devem resumir à sua essência, o artista por detrás da música não interessa, quero que se relacionem com a minha música de forma íntima e não comigo. Apesar de em alguns casos ser necessário conhecer o artista para perceber a sua obra, mas no meu caso acho que não é preciso, a música deve ter uma aura própria… Posso dizer que tem vida própria e na maioria dos casos vive para além do artista.

MSCMTR: O que te inspira para criares música?

Acho que a inspiração, enquanto processo que influencia a criatividade de qualquer pessoa, está intimamente ligado aos sentidos e às suas experiências de vida. A minha infância foi quase toda ela passada dentro de um quarto a jogar videojogos, e acho que foi determinante na minha forma de percepcionar a música, lembro-me sempre do tema dos últimos níveis do Super Mario Bros, a intensidade e a atmosfera gerada era incrível, a tensão e o stress que aquela música criava, no entanto estamos a falar de um som minimal nos seus elementos.. uma música não precisa de ser complexa e cheia de efeitos para nos tocar na alma ou para nos fazer sentir desconfortáveis… Acho que essa fase da minha vida se tratou de um acto de inspiração contínuo e inconsciente, sem o qual não existiria CHAINLESS hoje, ou não seria assim.. O Grime e o UK Funky também foram determinantes quando comecei a produzir, passava horas a tentar fazer beats como os do Danny Weed, ficava completamente absorvido, não via mais nada à frente, no entanto na altura soava tudo menos a grime (risos). Hoje posso dizer que sou inspirado por artistas como Zomby, Quarta 330, D.O.K, Preditah, Fatima Al Qadiri, alguns produtores de chiptune japoneses, entre outras coisas para além da música.

MSCMTR: Depois do Ephemera EP, há algumas semanas publicaste uma nova música – Grey Veils. Fala-nos um pouco sobre este tema.

“Grey Veils” foi um tema criado pouco depois do “Hiding”. A linha do baixo é praticamente iguais em ambos os temas mas tudo o resto é diferente, é interessante observar a forma como os elementos que constituem uma música quando separados, retirados de um contexto e colocado noutro podem-nos levar a resultados tão distintos mas ao mesmo tempo entusiasmantes, não há limites, é possível fazer 10 temas com a mesma linha de baixo e soarem todos diferentes no fim.

MSCMTR: O que podemos esperar do CHAINLESS nos próximos tempos ? Colaborações, Gigs, Novas edições?

Neste momento estou a trabalhar numa mixtape para sair no fim de Novembro, na verdade estou a trabalhar em duas mas acho que só vou publicar uma. Estou tambémm a produzir um instrumental para um mc de grime londrino, que deve sair no início de 2013. E tenho algumas colaborações para terminar, outras para começa com o IVVVO, Purple e Palmistry.

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Alinhamento do Podcast:

  1. Mark Pritchard & Om’mas Keith – Wind It Up
  2. Zomby – Aquafresh
  3. Dong – Suzuran
  4. LV & Quarta 330 – Hylo
  5. Joker – Digidesign
  6. Burial – Gutted
  7. Thomas Köner – 28° 41′ N 17° 45′ W (Hour Four)
  8. IVVVO – Near
  9. A$AP Rocky – Purple Swag